terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Governo reduz o percentual de mistura do álcool na gasolina

A partir de 1º de fevereiro, o percentual obrigatório de mistura do álcool na gasolina será de 20%. A medida tem validade por 90 dias, quando o valor retorna aos atuais 25%. A decisão foi tomada há pouco por meio de uma portaria dos ministérios da Agricultura, de Minas e Energia, da Fazenda e do Desenvolvimento.



A medida ocorre depois da escalada do preço do etanol aos consumidores e de problemas de abastecimento em alguns estados. Apenas nos últimos cinco meses, o aumento do preço nas bombas foi de mais de 20%. Atualmente, de acordo com levantamento da ANP feito entre os dias 3 e 9 de janeiro, é vantajoso aos donos de carros flex abastecer com etanol em apenas seis estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Tocantins.






A queda do percentual obrigatório aumentará a oferta de álcool para automóveis em cerca de 300 milhões de litros durante os 90 dias em que a medida estará em vigor. A quantidade representa 7,5% do consumo dos carros flex, que é de aproximadamente 1,3 bilhão de litros mensais, de acordo com dados sobre produção e abastecimento na região Centro-Sul, elaborado pelo Ministério da Agricultura.






Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e representantes do setor sucroalcooleiro, o problema de oferta está ocorrendo por causa do excesso de chuvas nas regiões produtoras no período de colheita, no final do ano passado, que impediram que toda a safra de cana-de-açúcar fosse colhida. Um total de 60 milhões de toneladas do produto não foi cortado porque as máquinas tiveram vários dias a menos de trabalho.






As usinas de álcool dizem, no entanto, que em meados de março, um mês antes da época normal, iniciarão a colheita e moagem da nova safra de cana. Segundo elas, a quantidade colhida será suficiente para suprir tanto a necessidade de álcool anidro, adicionado à gasolina, quanto de álcool hidratado, o etanol que abastece os carros flex. Assim, os 90 dias, a partir de 1º de fevereiro, em que a medida de hoje será aplicada, darão uma folga para que se retome o equilíbrio entre a demanda e a oferta.






O preço do açúcar está elevado no mercado internacional, o maior dos últimos 30 anos. Para alguns, isso pode acabar causando uma migração em relação ao destino da cana-de-açúcar produzida no país, o que traria mais problemas aos consumidores de combustível. Em 2009, cerca de 45% da produção de cana foi destinada à fabricação de açúcar, enquanto a maior parte, 55%, foi transformada em álcool.






Segundo Stephanes, o aumento na produção brasileira de açúcar no ano passado foi pequena, não sendo caracterizada esta migração do destino da cana produzida no país. Além disso, segundo ele, várias usinas de álcool, principalmente as mais novas, não são capazes com suas máquinas de produzir açúcar.

PSS 2010: prova da UFPA volta a ser contestada

O clima predominante no Brasil é temperado e não tropical, conforme aprendemos na escola? E São Paulo já era metrópole desde o século XVIII, época da Revolução Industrial, antes mesmo da Inglaterra? Pois é, na prova de geografia da primeira etapa do Processo Seletivo Seriado da Universidade Federal do Pará (UFPA), aplicada anteontem, consta que sim, o que está sendo contestada por professores.
Devido isso, mais uma vez, questões da prova de geografia correm o risco de serem anuladas. Para o professor de geografia do Sistema de Ensino Universo, Jurueno Sampaio, pelo menos três das cinco questões da disciplina apresentam erro de conteúdo ou teórico. “Nós (instituição) e outros estabelecimentos de ensino vamos entrar ainda hoje (ontem) com recurso pedindo a anulação da questão 16 e mudança de gabarito das questões 17 e 19, baseado na bibliografia do próprio edital, pois entendemos que os alunos que se prepararam não podem ser prejudicados com um erro da banca”.
Segundo Sampaio, a questão 16, que trata da reestruturação do espaço mundial sob influência dos regimes socialistas do século XX, sobretudo nos países do Leste Europeu e União Soviética, trata-se de uma desobediência ao conteúdo exigido pela primeira fase - que considera apenas os regimes socialistas contemporâneos, isto é, China e Coreia do Norte, na Ásia, e Cuba, na América Latina.
A questão 17, por sua vez, diz respeito à formação do espaço urbano-industrial, onde aponta a cidade de São Paulo como uma metrópole em ascensão em plena época da Revolução Industrial, no século XVIII. Segundo Sampaio, a cidade não passava de um vilarejo nesse período, vindo a se tornar uma metrópole a partir da década de 1930, fruto do investimento adquirido pela exportação de café.
Contudo, dentre as três questões, o professor destaca a 19 como a mais absurda. “A alternativa considerada correta diz claramente que o Brasil é um país de clima predominantemente temperado, o que não é verdade, pois cerca de 92% do território correspondem ao clima tropical”.


PRESSA

Para o professor, o pouco tempo para a elaboração de um novo processo seletivo talvez tenha influenciado o fechamento da prova. Além de geografia, candidatos e professores reclamaram muito da prova de filosofia, considerada acima da média para um exame de ensino médio. “Ineditismo, obediência ao programa e nivelamento compatível são critérios básicos para a elaboração dessas questões. Não entendo como professores formados foram capazes de cometer erros primários”, alega.


Além dos docentes, os estudantes também estavam chocados com a notícia. “Égua, de novo? Não acredito! A gente se prepara o ano inteiro e esses professores são contratados só para isso. É frustrante”, desabafa Caroline de Souza, 17 anos, que presta o vestibular da UFPA pela primeira vez.
Procurada pelo DIÁRIO, a UFPA alegou, em nota, que até ontem não foi protocolado nenhum recurso referente à primeira fase do vestibular. Além disso, esclarece que o edital estabelece um prazo de 48 horas após a divulgação do gabarito - o que deve encerrar na tarde de quarta-feira, pois hoje (aniversário de Belém) não é considerado dia útil para a instituição.
Assim, os recursos protocolados dentro do prazo serão apreciados pela Comissão Permanente de Processos Seletivos, emitindo os resultados em até três dias úteis, conforme o entendimento das respectivas bancas. E, finalmente, considerou natural o pedido de recursos, pois entende ser necessário para a garantia de qualidade dos exames.
Esta é a segunda vez que a prova de geografia passa por problemas ainda na primeira etapa do vestibular, influenciando a vida de aproximadamente 50,4 mil candidatos inscritos, sendo cerca de 47,7 mil os que realizaram a primeira etapa no último domingo. Um valor aproximado de R$ 1 milhão foi gasto para refazer toda a prova da UFPA, envolvendo investimentos na área de segurança e mudanças na logística (acesso às provas) e na banca elaboradora de geografia.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Detran: serviços mais caros a partir de hoje

Quem utilizar os serviços do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-Pa), a partir de hoje, pagará mais caro do que no ano passado. As taxas cobradas para licenciar veículos, obter a carteira de habilitação, renovação de licença, entre dezenas de outros, estão 4,22% mais caras, seguindo o reajuste da Unidade Padrão Fiscal (UPF) do Pará.

O coordenador de Planejamento em exercício do Detran-Pa, Jorge Luís, explica que as taxas dos serviços para os condutores são fixadas em UPF, uma unidade padrão para todo o Estado. O UPF foi reajustado em dezembro deste ano pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), e passou de R$ 1,9608 para R$ 2,0435. Esse reajuste foi repassado sem alterações para as taxas do Detran, ou seja, os serviços continuam custando a mesma quantidade de UPF.
Para tirar a primeira habilitação, por exemplo, um condutor pagava R$ 117,65 no ano passado, o equivalente a 60 UPF. Durante todo o ano de 2010, os novos condutores pagarão a mesma quantidade de UPF (60), mas terão que desembolsar R$ 122,61, por causa do reajuste na unidade. “Nós não tivemos alteração nos valores em UPF de nenhum serviço”, afirma Jorge Luís.

Para o condutor Jonas Santos, o aumento das taxas cobradas pelos serviços do Detran são toleráveis. “Menos de 5% de aumento não é muito, perto do aumento que outras coisas tiveram. Vai doer mais se a gente juntar esse aumento das taxas, com o aumento absurdo dos combustíveis, da manutenção, dessas outras coisas que precisamos pra sair de carro nas ruas”, afirma.

ADEQUAÇÃO

O Detran paralisou ontem suas atividades para adequar o sistema interno aos novos valores e ao calendário anual de licenciamento de 2010, que começa em março. O órgão volta a abrir para o público hoje. Todas as informações sobre as novas taxas e sobre o calendário de licenciamento anual estão disponíveis no site http://www.detran.pa.gov.br/.
 

Meteorologia prevê inverno menos rigoroso no Pará

No ano passado, o Pará sofreu com as fortes chuvas, que afetaram 65 mil famílias e deixaram 24 municípios em situação de emergência. Para este ano a notícia é boa: a meteorologia prevê um inverno menos rigoroso, com o volume de chuva dentro do normal.

Segundo o coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia na Região Norte, José Raimundo Abreu, as cheias que castigaram principalmente o Oeste e o Sul do Pará, não deverão se repetir em 2010. “Este ano, o posicionamento das zonas de convergência, está ao norte de sua posição e o fenômeno “el niño” continua prevalecendo, o que causa e redução do volume das chuvas”.
Abreu explicou ainda que os volumes pluviométricos devem ficar dentro do normal, porém, será possível que durante um mês, ocorram um ou dois dias com chuvas mais fortes. Na Região Metropolitana de Belém, a previsão também é positiva. “As chuvas serão alternadas. Teremos dias de muita chuva e dias onde o sol prevalecerá. Nos dois primeiros meses do ano há possibilidades de uma ou duas chuvas que podem exceder o volume dentro do normal e causar pequenos alagamentos”.
Para o meteorologista, a maior preocupação da Defesa Civil em todo o Estado, deverá ser com chuvas esporádicas intensas que podem fazer com que suba o nível de água nas cabeceiras do rio Araguaia, que no ano passado, excedeu o índice de 12 metros e causou enormes prejuízos em várias cidades. “É possível que os rios ultrapassem um pouco, mas somente no período de abril ou março, mesmo assim, não vão subir tanto como em 2009”, finalizou Abreu.

PREVENÇÃO

O major Marcos Norat, coordenador adjunto da Defesa Civil no Estado do Pará, informou que os trabalhos de prevenção contra as chuvas, estão sendo realizados desde o ano passado. De acordo com ele, as áreas mais preocupantes são as da região do Baixo Amazonas e as do Sul e Oeste do Estado. “Estamos em processo de levantamento e monitoramento dessas áreas. Se houver necessidade, iremos retirar algumas famílias e levá-las para abrigos. Porém, isso não acontecerá agora, até porque não temos como prever a intensidade das enchentes e ainda estamos no começo do período chuvoso”, ressaltou o major.

>> Enchente já desabriga famílias

Até as 7h de ontem, o nível do Rio Tocantins, em Marabá, subiu 1,26 metros, atingindo 7,76 metros acima do nível considerado normal. Desse modo, faltam apenas 2,24 metros para que o rio chegue à cota de alerta, que é de 10 metros. As primeiras famílias já improvisaram um abrigo.
Embora a Coordenação Municipal de Defesa Civil (Comdec) ainda não tenha divulgado oficialmente, a reportagem constatou que pelo menos 15 famílias dos bairros Santa Rita e Santa Rosa já improvisaram um albergue no Bairro Santa, perto da Estação de Tratamento da Cosanpa, na Marabá Pioneira.
Ouvidos pela reportagem, eles disseram que resolveram se mudar antes da água invadir as casas porque nos últimos dias o nível do rio subiu rapidamente. De fato, o próprio Corpo de Bombeiros confirmou a elevação rápida das águas.
Segundo o tenente Macedo, do Grupamento de Bombeiros em Marabá, a velocidade com que o rio está subindo vinha sendo quase a mesma do ano passado, mas as chuvas caíram intensas no final de semana e aceleraram um pouco o processo de cheia.
Por outro lado, o oficial garantiu que o Corpo de Bombeiros está fazendo monitoramento constante da situação, em parceria com a Comdec, no sentido de fazer cadastramento das pessoas que moram nas áreas de risco.

>> Comerciantes temem prejuízos

O anúncio de que as águas do rio Tapajós começaram a subir já causa temor nos comerciante do centro comercial de Santarém, pois a menos de um ano eles conviveram com o alagamento de seus estabelecimentos depois que o nível do rio subiu oito metros além do normal.
Embora a Marinha afirme que o nível do Tapajós, nestes primeiros dias do ano, está muito abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado, os lojistas, principalmente das avenidas Tapajós e Senador Lameira Bittencourt, temem que a enchente deste ano seja tão grande quanto a de 2009 quando praticamente todas as lojas do centro comercial foram invadidas pela água.
Medições feitas pela Delegacia Fluvial de Santarém, na última segunda-feira, mostram que o nível do Tapajós estava em 2.92 centímetros, com uma tendência de crescimento entre 08 e 10 centímetros diários.
Para o comerciante Alexandre Aguiar, qualquer sinal de subida das águas é motivo de preocupação. “Não é exagero, mas nós já estamos preocupados com a enchente deste ano, pois a do ano passado deixou prejuízos que até agora prejudicam o comércio local”, disse Alexandre.
A preocupação com a possibilidade de novos alagamentos já levou a Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato dos Lojistas (SINDLOJAS) pedissem à prefeita Maria do Carmo que estude a possibilidade de fechar as comportas existentes no cais de arrimo.
A prefeita pediu um prazo para que o setor de engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) avalie a proposta e encaminhe dentro um parecer técnico. Se for viável, a medida (fechamento das comportas) será adotada.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Embaixada divulga nomes de brasileiros que estavam na região do ataque no Suriname

A Embaixada do Brasil no Suriname mantém uma equipe de plantão para o atendimento e o cadastramento dos brasileiros interessados em retornar ao país. Até o final da manhã desta quarta (30), 23 pessoas demonstraram interesse em voltar para o Brasil na aeronave Hercules C-130, da Força Aérea Brasileira (FAB), que decola ainda nesta quarta-feira rumo ao Suriname.
A prioridade é para os cinco feridos, que permanecem hospitalizados. Dois deles - Raimundo Silva Pereira e Francimar Nascimento Pinheiro – são os que estão em estado mais grave, embora sem risco de morte. Um deles pode ter o braço amputado em decorrência de ferimentos causados por cortes de facão e o outro teve a mandíbula fraturada.
A Embaixada do Brasil em Paramaribo (capital do Suriname) divulgou a lista de pessoas que estavam na região do conflito em Albina (a 150 quilômetros da capital), na madrugada do dia 24, quando houve o ataque provocado por quilombolas surinameses.
De acordo com a embaixada, a maioria dos brasileiros está hospedada em quatro hotéis de Paramaribo – Confort, Esmeralda, Nobre e Perola - com as despesas pagas pelo governo do Brasil, mas há outras que optaram por ficar em casas de amigos. Há ainda oito pessoas que estão sendo contatadas pela embaixada, uma vez que não foram localizadas.
A seguir, a lista de 124 brasileiros que se encontravam na região de Albina, na véspera de Natal, quando cerca de 300 “marrons” - descendentes de escravos – atacaram um grupo de estrangeiros, incluindo chineses e javaneses, provocando uma noite de terror, segundo relatos. Houve agressões físicas, estupros e depredações.

- Alcilene da Silva Lima

- Alda Pereira Alencar

- Alefy Brian de Jesus Freitas

- Almeida Domingos de Jesus

- Ana Claudia Morena Miranda

- Antonia da Costa Santos

- Antonia Lima do Nascimento

- Antoniel de Jesus Nunes

- Antonio Alves Souza Silva

- Antonio Carlos Borges Bandeira de Melo

- Antonio da Costa Santos

- Antonio José Pereira da Silva Barroso

- Antonio Lira dos Santos

- Antonio Luis da Silva

- Antonio Rodrigues da Silva

- Arlete Pereira Raimundo

- Beatriz Freitas de Almeida

- Benedita Neves Lima

- Beneral Homem da Silva

- Benjamin Teixeira Costa

- Bernardo Alves da Silva

- Bonifácio Guerreira Pinheiro

- Camila de Oliveira Menezes

- Carlos Alberto Brito Santos

- Cicero Raimundo Marques do Carmo

- Cleteilson Serqueira Gonçalves

- Cleuso Benasully de Oliveira

- Cleuso Barros dos Santos

- Cristiane da Paixão Gomes Machado da Silva

- Damoltide Oliveira da Silva

- Danianne Marques da Costa

- Deniclea Furtado Teixeira (veio ferida da Guiana, mas já teve alta)

- Deomino Suarez

- Diones Matias da Silva

- Domingos Barroso Brito

- Eduardo Belo dos Santos

- Edward Voogd

- Ehilo de Jezus Silva

- Eliany Soares da Silva

- Eliene Góes de Oliveira Sampaio

- Elisabeth Gomes de Oliveira

- Eliz Angela Alves Cunha

- Fernando Lima Silva

- Francilene de Melo Ferreira

- Fancimar Nascimento Pinheiro

- Francisca Alva de Conceição

- Francisco Alex Pereira da Silva

- Francisco Assis Gomes de Souza

- Francisco Barroso Mendes

- Francisco da Conceição

- Francisco das Chagas Silva

- Francisco Santos de Oliveira

- Francisnaldo Pereira Noleto

- Francisco de Asis Pereira Souza

- Gabriel Alves da Cunha

- Gilvan Alves Cunha

- Gilvan Gomes da Silva

- Hélio Ribeiro

- Ivaldo Nazare de Oliveira

- Jamerson Muniz Trindade

- Joahannes Batista Silva

- Joana Tenório Coelho

- Joane de Sá Andrade

- João Andrade Mar

- João Batista dos Santos

- João Carlos Silva

- João da Conceição

- Joene Arruda dos Santos

- Jose Augusto Soares

- José Coelho da Silva

- José Jardim Santiago

- Jose Oliveira Silva

- José Ribamar Alves

- José Ribamar Tavares

- José Ribamar Vasconcelos Machado

- Josélio Lima de Oliveira

- Josiel Marques da Silva

- Josumar Oliveira da Silva

- Juan Jose Basquez

- Júlia Ribeiro dos Santos Silva

- Kaline Graziele Ribeiro da Silva

- Kaylor Elida Silva Costa

- Lucelia Matos da Silva

- Kaline Graziele Ribeiro da Silva

- Kaylor Elida Silva Costa

- Lucelia Matos da Silva

- Lúcia Márcia Teixeira Barbosa

- Luciman Barbosa dos Santos

- Luis Carlos da Silva Gonçalves

- Márcio de Sousa Silva

- Marcos Suel Lopes dos Santos

- Maria Alice France da Silva

- Maria Selma Souza da Silva

- Maria de Jesus Oliveira

- Maria de Nazaré Gomes Conceição

- Maria Eurnice Pereira Brito

- Maria Raimundo Sousa Libero

- Marina Alves dos Santos

- Mastim de Carvalho Brito

- Maurici Dias Alves

- Nalzira de Borges Benassuly

- Nelsa Vilela da Costa

- Paulo César Moura Noleto

- Paulo Ciraber da Silva

- Raimundo Silva Pereira

- Regiaise Carneiro de Oliveira

- Reginal Rodrigues Biteencourt

- Ricardo da Silva Reis

- Rita de Cassia Credes da Silva

- Rita de Cassia Pereira Nascimento

- Rita Maria Pereira da Silva

- Ronaldo Soares Ramalho

- Ronny Preira da Silva

- Rubinei Peres

- Silvana Pereira da Silva

- Suzana de Andrade Marques Nascimento

- Thoque Teixeira Costa

- Valceni Silva Gomes

- Valdecele Lima Sousa

- Valdeci Santos de Souza

- Vivaldo Pires Pimentel

- Winston Alves da Rocha.

Correios reajustam tarifas de serviços postais e telegráficos

Começam a vigorar em 1º de janeiro de 2010 as novas tarifas dos serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). A portaria do Ministério das Comunicações, publicada nesta quarta (30) no Diário Oficial da União, revoga portaria de julho de 2008. O primeiro porte da carta não comercial (pessoa física), ou seja, com peso de até 20 gramas, teve seu valor corrigido de R$ 0,65 para R$ 0,70, com uma variação de 7,7%. Visandoa manter o acesso da população de menor poder aquisitivo aos serviços postais, permaneceu inalterada a tarifa da carta social, de R$ 0,01.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Descanso: calendário de 2010 terá 16 feriados

Dos 16 feriados (oito nacionais e oito facultativos) previstos pelo governo federal para 2010, sete deles caem justamente na segunda ou na sexta-feira. Apesar de parecer bom para os trabalhadores, tantos dias “parados” tem igual efeito para a economia do país?

Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Roberto Sena, os feriados em excesso são negativos para o país, embora bons para os trabalhadores. “Para o setor de produção, como os alimentos, por exemplo, um feriado prolongado pode ser muito ruim. Um dia parado significa estancamento. Do ponto de vista mais amplo, os feriadões podem ser prejudiciais para toda a economia do país”, destaca.

LAZER

Sena ressalta ainda que o Brasil é um país onde as pessoas trabalham muito - 44 horas semanais, conforme o art. 58 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - e, portanto, os feriados são encarados principalmente como uma grande oportunidade de lazer.
Por pensar assim, segundo ele, o ritmo dos trabalhadores é afetado se um feriado cai no meio da semana ou até mesmo quando é prolongado. “Por conta disso, empresas procuram negociar compensações, pois sabem que se o empregado parar no meio do caminho retorna desmotivado, lento, o que não é interessante”, complementa.
A servidora pública Flávia Batista, 33 anos, diz que aproveita os feriados, mas tem consciência do seu trabalho.
“Por ser contadora tudo na minha função é para ontem, portanto um dia parado significa trabalho acumulado. Apesar disso, um dia de descanso sempre é bom, pois a gente tem mais tempo para ficar com a família e viajar para o interior, coisas que eu faço bastante quando estou de folga”, afirma.


Paratur e Banpará firmam acordo de cooperação

A Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e o Banco do Estado do Pará (Banpará) firmam acordo de cooperação técnica para que o banco seja mais um agente financeiro do Programa Viva-o-Pará, na próxima segunda-feira (28), às 11 horas, no edifício sede do banco na Avenida Presidente Vargas. O acordo ainda permitirá aos correntistas do banco usufruir todos os benefícios advindos do programa.

O Viva-o-Pará tem como objetivo incrementar o turismo interno e incentivar o deslocamento de visitantes entre os municípios paraenses nos períodos considerados de baixa temporada turística, gerando benefícios tanto de ordem econômica quanto social. O programa combina descontos nos serviços e equipamentos turísticos com forma de pagamento facilitada, bem como melhorias na qualidade dos produtos e serviços turísticos, em função da interação dos agentes financeiros, instituições formadoras de mão-de-obra e órgãos de governo.
Em sua primeira fase, o programa se destina aos meios de hospedagem, instituições financeiras, bares e restaurantes e agências de viagens. A partir da segunda fase será estendido a outros serviços e equipamentos turísticos que demonstrem interesse, como transportadoras turísticas, empresas aéreas, entre outros. Os serviços e equipamentos turísticos interessados em participar do programa devem estar legalmente constituídos e cadastrados junto ao Ministério do Turismo. Estes empreendimentos serão submetidos à análise técnica da Paratur para ingressarem ao "Viva o Pará".
Inicialmente, são priorizados os municípios que integram os roteiros turísticos elaborados e trabalhados pela Companhia, com ênfase para os destinos considerados prioritários dentro dos 06 (seis) pólos turísticos do Estado, tais como: Altamira, Belém e ilhas, Bragança, Marabá, Maracanã (Algodoal), Marapanim, Salinópolis, Salvaterra, Santarém, Soure e Tucuruí.

Receita Federal torna obrigatória a nota fiscal eletrônica

A partir de abril, a Receita Federal vai fechar ainda mais o cerco à sonegação, tornando a nota fiscal eletrônica, que já está em teste há quatro anos, obrigatória em praticamente todos os setores. A adaptação ao novo modelo pode ser um desafio para as companhias que não utilizam a ferramenta - mas os especialistas acreditam que as vantagens podem ser ainda maiores.

O documento já é exigido de vários setores da economia, como bebidas, combustíveis e cigarros, passará a valer também para as empresas que atuam na indústria, no comércio ou na área de distribuição, incluindo micro e pequenas empresas.
- Em termos de arrecadação, mais de 80% das empresas estarão obrigadas a utilizar a nota fiscal eletrônica - disse ao GLOBO o supervisor-geral do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) da Receita Federal, Carlos Sussumo Oda.

Comissão aprova gratuidade de registro para assentado na Amazônia

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, aprovou, no último dia 16, o projeto de lei (nº 5768/09), do deputado Zé Geraldo (PT-PA), que estende aos assentados da reforma agrária na Amazônia Legal a gratuidade do registro de sua parcela de terra.

A proposta altera a Lei 11.952/09, que legaliza terras da União na região para quem detinha sua posse antes de 1º de dezembro de 2004.
O relator, deputado Moises Avelino (PMDB-TO), recomendou a aprovação da proposta. “Os serviços notariais e de registro são de caráter público, delegados ao particular. Como tal pode o Estado, ao delegar tais serviços, fixar ou não os emolumentos para esses serviços.”
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

UFPA: Cartão de inscrição do PSS 2010 já pode ser impresso

Os candidatos que irão fazer a primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade Federal do Pará - UFPA já podem imprimir o cartão de inscrição.


A partir desta quinta-feira (24) o documento estará disponível no endereço www.ceps.ufpa.br/.


Todos os candidatos devem imprimir o cartão de inscrição uma vez que no mesmo constará o local em que o mesmo deverá fazer a prova.


Vestibular


A primeira fase do vestibular da UFPA acontecerá em 10 de janeiro. A segunda fase em 24 de janeiro e a terceira fase em 11 de fevereiro.


Início das aulas


Após a divulgação do resultado, os calouros precisam ser registrados como alunos da Universidade, por meio da habilitação ao vínculo institucional e, ainda, devem ser matriculados em suas Faculdades específicas. Todo este processo deve acontecer entre os dias 03 e 12 de março. As aulas dos calouros iniciam no dia 15 de março.


Do total de 50.436 candidatos, 47.707 estão inscritos para participar da primeira fase do concurso. Com a anulação da primeira prova aplicada, mesmo os 3.256 estudantes que faltaram no dia 22 de novembro poderão participar do PSS.

Jacareacanga: Denúncias de neopotismo e desmandos na prefeitura

Antes mesmo de encerrar o recesso parlamentar da câmara municipal de Jacareacanga, os vereadores com apoio de associações e entidades civis, estarão se mobilizando para acabar com os desmandos do atual prefeito Raulien Queiroz. Nos primeiros dias de janeiro, o Ministério Público irá receber um dossiê composto de varias denúncias, que mostram que o governo do PT de Jacareacanga, é o mais corrupto e que mais utiliza parentes em seus quadros de funcionários.


Outras denúncias serão feitas também ao Ministério Público Federal em Santarém, principalmente no que tange os recursos federais que o municipio recebeu, principalmente nos programas da Saúde e da Educação.

Também será pedida na volta do recesso da câmara municipal de Jacareacanga, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar os possíveis atos de corrupção do prefeito Raulien Queiroz, principalmente na secretária de Obras, Saúde e Educação.

Entres os possíveis desmandos da atual administração, estão à compra de um avião, maquinas pesadas, fazendas, carros de luxo, funcionários fantasmas e favorecimentos à políticos de outras regiões.

Emater convoca aprovados em concurso público

Mais 30 técnicos agrícolas, classificados no último concurso, acabaram de ser convocados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Os editais foram publicados nos dias 17 e 21 de dezembro no Diário Oficial do Estado do Pará. Os profissionais têm 30 dias para se apresentar. Eles estão sendo lotados nos quatro polos regionais em que a Emater atua: Belém, Marabá, Altamira e Santarém.

Caixa abre licitação para novas lotéricas no Pará

Para ampliar e aprimorar o atendimento à população, a Caixa Econômica Federal, expandirá a rede lotérica por meio de licitações públicas regionais. No último dia 18/12, foi aberta Licitação Pública para 32 novas Unidades lotéricas, para 30 cidades paraenses.

No Pará serão mais 32 novas lotéricas, totalizando mais 48 terminais, gerando pelo menos 48 novos empregos, nas seguintes cidades : Castanhal, Aurora do Pará, Cachoeira do Piriá, Nova Esperança do Piriá, Água Azul do Norte, Marabá, Parauapebas, Abaetetuba, Anajás, Bagre, Chaves, Colares, Garrafão do Norte, Igarapé-Miri, Inhangapi, Jacareacanga, Magalhães Barata, Melgaço, Moju, Muaná, Oeiras do Pará, Ponta de Pedras, Santa Bárbara do Pará, Santarém Novo, São João da Ponta, São João do Araguaia, Terra Santa, Tomé-Açú, Barcarena, Terra Alta

A rede CAIXA hoje é composta por 2.083 agências (dessas 449 unidades de Penhor), 474 postos de atendimento bancário, 1.181 postos de atendimento eletrônico, 13.414 correspondentes não lotéricos (desses 5.240 com equipamentos CAIXA AQUI e 8.174 somente negociais), 10.204 casas lotéricas, 19.820 pontos de autoatendimento em 2.607 salas, além da rede do Banco 24Horas com 4.278 pontos, à qual a CAIXA também é associada, e a rede externa de caixas automáticos compartilhada com o Banco do Brasil (acrescentando 6 mil terminais daquele Banco)".

No Pará, são 31 agências, 04 Postos de Atendimento Bancário, 16 postos de atendimento eletrônico, 159 correspondentes não lotéricos, 195 casas lotéricas e 337 pontos de autoatendimento.

No ano passado, foram instaurados 3 (três) processos de Licitação de Novas Unidades Lotéricas. O último edital (049/2009), publicado esse ano já se refere à quarta licitação. No total, foram licitadas 108 Unidades Lotéricas nos três primeiros processos. Na quarta licitação (último edital) estão sendo licitadas mais 32 Unidades Lotéricas.

No Pará, já foram inauguradas 27 Unidades Lotéricas no ano de 2009, todas oriundas das recentes licitações, nos seguintes municípios: Abatetuba, Altamira, Almeirim, Belém (Entroncamento), Belém (Pedro Miranda), Belém (3 de maio), Belém (São Braz) Castanhal, Peixe-Boi, Brasil Novo, Capanema, Marabá, Abel Figueiredo, Anapu, Bannach, Brejo Grande do Araguaia, Cumaru do Norte, Floresta do Araguaia, Novo Progresso, Palestina do Pará, Pau D Arco, Piçarra, Santa Cruz do Arari, Vitória do Xingu, Xinguara, Redenção e Rondon do Pará.

Até o primeiro trimestre de 2010, está prevista a inauguração de mais 19 Unidades Lotéricas.

Como participar das licitações

No dia 18/12 a CAIXA divulgou os editais regionais referentes às 32 novas casas lotéricas, que compõem a expansão de sua rede . Poderão participar dos certames pessoas físicas ou jurídicas que tenham situação cadastral totalmente regular. A licitação será por "melhor lance", entre os candidatos que atenderem aos requisitos do edital, com destaque para os seguintes:

a) Oferecer imóvel nos locais definidos e com área útil para guichês de atendimento e para mesas de atendimento igual ou superior ao mínimo exigido no edital;

b) Possuir curso fundamental ou superior;

d) Oferecer o maior lance para a Taxa de Permissão, que é de no mínimo R$ 10 mil para a categoria Casa Lotérica ou de R$ 1 mil para a categoria Unidade Simplificada de Loterias;

As informações completas sobre o assunto está no edital, que foi publicado no jornal O Liberal em 18/12/2009 e divulgado também no sitio da CAIXA, no seguinte caminho: www.caixa.gov.br --> Áreas Especiais Para Você --> Portal de Compras --> Licitações Instauradas --> Goiânia --> Concorrência 0049/2009.

Como será a expansão da rede lotérica

Os estudos que nortearam a licitação foram baseados em critérios técnicos, entre os quais se destacam pesquisa de existência de demanda para os produtos lotéricos e necessidades de atendimento e de distribuição de produtos e serviços financeiros, além de conveniência e oportunidade. Essa demanda existe em razão do próprio crescimento populacional e da expansão dos serviços realizados pelas lotéricas, principalmente quanto à bancarização da população e ao pagamento dos benefícios trabalhistas e sociais do governo federal (veja quadro de serviços abaixo).

Serão priorizados os locais desassistidos e aqueles com demanda por atendimento superior à capacidade instalada atualmente, sem criar concorrência predatória com as lotéricas já existentes. O critério de conveniência determina a escolha de locais que favoreçam a população: pontos de alta circulação de pedestres, que sejam lugares seguros, de fácil acesso e onde possam ser atendidas outras necessidades da população, como supermercados, novos shoppings centers, etc. Por oportunidade a CAIXA entende a disponibilidade de locais, a possibilidade de novos nichos de mercado e pontos onde haja grande concentração de população que receba benefícios sociais e tenha pouco acesso aos serviços bancários.

A CAIXA também está ampliando o número de terminais de atendimento: serão 2.750 novos equipamentos em operação em 2.500 lotéricas, das quase nove mil existentes. O número representa um crescimento de 15% no potencial de atendimento, gerando mais de dois mil postos de trabalho. A ampliação do número de terminais teve início no final de dezembro de 2007 e está prevista para ser concluída até o final de maio de 2008. A rede lotérica utiliza, atualmente, 24 mil terminais de atendimento. A CAIXA monitora permanentemente a capacidade de atendimento da rede lotérica, de forma a bem atender a toda a sociedade brasileira. Conforme pesquisas realizadas, mais de 70% da população brasileira utiliza a rede lotérica e demonstra preferência por esse canal de atendimento. Em 2007, a rede lotérica pagou mais de 141 milhões de benefícios sociais.

(Diário Online/ Caixa Econômica)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Acidente de barco mata sete pessoas no Pará




Subiu para sete o número de mortes confirmadas no acidente ocorrido na noite de ontem (21) com o barco Almirante Barroso no Pará. O total de passageiros que estava à bordo ainda não foi confirmado, mas já se sabe que 94 pessoas estão entre os sobreviventes.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do estado, a embarcação, que realizava o transporte de passageiros, naufragou no Rio Amazonas, próximo a uma localidade conhecida como Farol do Peregrino, no trecho entre os municípios de Prainha e Monte Alegre, no oeste do território paraense. O barco partiu de Monte Dourado com destino a Santarém, que está a menos de 100 quilômetros do local do acidente.

Alguns sobreviventes já foram levados para receber atendimento médico em Monte Alegre. Eles relataram que o barco bateu em uma espécie de banco de areia e depois tombou. Segundo essas mesmas pessoas, não foi feita lista de passageiros. A embarcação não afundou totalmente, ficando parcialmente submersa.

O responsável pela delegacia fluvial de Santarém, comandante Evandro de Oliveira Souza, disse que cinco embarcações estão sendo utilizadas no local nos trabalhos de busca e resgate. O proprietário do barco naufragado, Adamor Ferreira Barroso, também disponibilizou uma lancha para auxiliar nas atividades. "Ele está no local do acidente acompanhando de perto todo trabalho de busca", acrescentou o comandante Evandro Souza.

Uma aeronave do governo do estado, modelo Caravan, foi enviada ao local para auxiliar nas buscas de desaparecidos. Além disso, um helicóptero do Corpo de Bombeiros equipado com suporte de atendimento pré-hospitalar também já se encontra no local para prestar suporte aos sobreviventes localizados. O tempo no local encontra-se nublado, mas segundo a Capitania dos Portos, não impede os trabalhos de busca. Um inquérito administrativo foi aberto pela capitania para apurar as causas do acidente. (ABr)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entra em vigor lei que proíbe uso de capacetes em local público

No último dia 8 entrou em vigor uma lei estadual que obriga os mototaxistas a retirarem os capacetes em locais públicos.

A maioria dos condutores desconhece a lei, e os estabelecimentos ainda não afixaram a norma. Em Santarém a maioria dos motociclistas nunca havia falado sobre a lei.
Recentemente uma onda de assaltos assombrou a população santarena. A maioria dos crimes foi praticado por pessoas usando capacete.
Além do condutor da motocicleta o passageiro também deverá retirar o capacete. Os comerciantes deverão colocar avisos sobre a proibição nos estabelecimentos comerciais.
Quem convive com o problema diariamente diz que a lei vai oferecer maior segurança.
‘Se essa lei vigorasse nós estaríamos mais seguros. ’ Comentou o frentista Elivaldo Santos.
De acordo com o Comandante da ZPOL a lei auxiliará no combate aos assaltos, bem como outros crimes.
‘É uma segurança para os comerciantes que poderão visualizar melhor as pessoas que freqüentam o estabelecimento. Isso acaba inibindo os criminosos. ’Afirma o Major Costa ZPOL.

MP que define reajuste de aposentados e pensionistas deve sair na semana que vem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve editar na semana que vem a medida provisória (MP) que definirá reajuste acima da inflação para aposentadorias e pensões da Previdência Social com valor superior a um salário mínimo. A informação é do líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS).
Ele disse que a MP estabelecerá um ganho mínimo de 50% do crescimento da economia, o que representa um reajuste mínimo de 6,2% a partir de janeiro.
De acordo com Fontana, na mesma MP, o presidente deverá garantir a política de aumento real do salário mínimo já executada nos últimos anos. A medida provisória também deverá assegurar que essa política seja mantida até 2023. “Trata-se de um dos mais importantes pontos da consolidação das leis sociais”, disse o líder governista.
Perguntado se o governo receia que a oposição qualifique a MP de eleitoreira, Fontana afirmou que tal discurso faz parte “da pauta” desses partidos. “Os aposentados que acompanham essa pauta nos últimos anos sabem que a oposição, quando foi governo, foi muito hostil com os aposentados como, por exemplo, quando criou o fator previdenciário”, acrescentou

Receitas devem crescer 11% no ano que vem, diz Paulo Bernardo

O governo não vai lançar programas novos em 2010, último ano do governo Lula, embora se estime para o próximo ano crescimento de receita de 11%.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil e à TV Brasil, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse que não é mais hora de fazer isso. Para ele, não há risco com o câmbio porque logo o real vai se depreciar, mantendo o equilíbrio cambial, nem do fantasma da inflação.
Ele considerou positiva a decisão do Senado de permitir o aumento de gastos de pessoal nos próximos dez anos até 2,5% acima da inflação, a cada dez anos, porque estabeleceu não um teto de salário, mas um teto para o crescimento da despesa.
Bernardo disse que Banco Central tem feito seu papel de “bater de chicote na inflação para que ela não cresça”. E o crescimento interno, após os estímulos do governo para aquecer a economia, e uma possível elevação da inflação também não são motivo de preocupação, porque o governo tem o controle da situação.
Segundo o ministro, os juros são os mais baixos da história e, até o final do ano, a expectativa do governo é que as taxas de juros reais (descontada a inflação) fiquem entre 2,5% e 3%. Ele admitiu, porém, que o governo tem problemas para que as taxas fiquem abaixo desse patamar por causa da poupança, por exemplo, que garante rendimentos de 6% ao ano para os investidores.
Bernardo criticou o Tribunal de Contas da União (TCU), afirmando que o órgão, em muitas ocasiões acaba extrapolando suas funções e impedindo o governo de governar. “Orgão de controle não é polícia, orgão de controle não é o governo eleito. O órgão de controle tem que controlar a boa qualidade do gasto. Não tem que dizer para o governo fazer isso ou aquilo.”
Quanto às parcerias público-privadas (PPPs), o ministro reconheceu que o projeto inicial não funcionou e que a saída encontrada foram as concessões públicas.. E os empresários, disse o ministro, “que estavam reclamando de barriga cheia e não estavam sendo francos conosco”, acabaram aceitando as concessões.

A seguir, a íntegra da entrevista do ministro:

Agência Brasil: No início do governo, a ordem era não gastar, fazer superavit primário. Depois, a atitude, a ideia adotada foi de que o governo deveria gastar mais. Veio a crise do ano passado e o governo, em vez de conter gastos, optou justamente por gastar mais ainda. Com a situação internacional melhorando, qual será a atitude para o próximo ano?

Paulo Bernardo: Nossa visão desse assunto é que devemos gastar o que tivermos. Há também uma força como componente na macroeconomia, que é a questão da inflação. Quando o governo começou, tínhamos uma inflação de 12,3%, ocorrida em 2002. Se fossem considerados os 12 meses até março de 2003, ou seja, o início do governo, [a inflação] estava em 17%. Nesse ritmo, teríamos uma inflação de 40 % em 2003. Então, o governo teve que adotar medidas muito duras em 2003. Uma coisa fundamental era bater na inflação. Depois dos dois primeiros anos, conseguimos manter a inflação dentro da meta. Em 2007, a inflação chegou a 3,14%, índice considerado muito baixo para o padrão brasileiro dos últimos 50 anos. Além disso, precisávamos ter uma avaliação dos programas que estavam sendo tocados e havia uma intenção manifesta do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] de reorganizar esses programas. Refizemos praticamente todos os programas da área social. E tivemos que preparar todo material para que a máquina voltasse a investir.

ABr: E quando o governo pôde começar a investir?

Bernardo: Depois desse período de grandes ajustes e com o governo considerando que estava com a casa em ordem. Tivemos grande crescimento em 2004 e nos anos seguintes, nos quais a receita cresceu bastante. Isso permitiu que fizéssemos uma rearrumação dos nossos programas e, principalmente, que retomássemos o programa de investimentos de forma ambiciosa. Quando o presidente lançou o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], as pessoas se surpreenderam porque era bastante ambicioso.

ABr: Com a crise, a atitude foi gastar mais. E, daqui para a frente, qual é a ordem?

Bernardo: A crise colocou um dilema para o governo. Quando veio a crise, ficou claro que a nossa receita ia ser menor. Sabíamos que íamos perder receita. A grande chave dessa questão foi que o presidente Lula chamou a equipe econômica, chamou a ministra Dilma Rousseff [chefe da Casa Civil], chamou o Meirelles [Henrique Meirelles, presidente do Banco Central], em momentos diferentes, e falou: 'se quisermos compensar o problema de perda de receita arrochando e tentando arrecadar mais, vamos piorar'. Lula achava que teríamos que fazer o contrário: 'vamos afrouxar um pouco a preocupação arrecadatória e dar um fôlego para a economia'. Deliberadamente, o governo diminuiu impostos e instituiu novos programas, que acabaram significando gastos. Só no programa Minha Casa, Minha Vida, serão R$ 34 bilhões de despesas do Tesouro. Mas está comprovado hoje, e todas as pessoas têm isso como demonstrado: o governo agiu de forma corretíssima. Fizemos uma inflexão, evitamos que a economia entrasse em um colapso muito maior, tivemos dois trimestres muito ruins, mas conseguimos nos salvar. Se não tivéssemos feito isso, iríamos gastar mais de outro jeito. Os Estados Unidos, por exemplo, gastaram bilhões para socorrer empresas, bancos. A General Motors praticamente foi estatizada. Grandes bancos receberam polpudas ajudas do governo.

ABr: Que efeitos sobre as contas do governo a crise provocou?

Bernardo: Para se ter uma ideia: só com o aumento, relativamente pequeno, do desemprego até março já teve um aumento enorme de despesas com seguro-desemprego. Gastamos R$ 10 bilhões com o seguro-desemprego no primeiro semestre deste ano. Se deixássemos a economia se esborrachar, o governo acabaria tendo mais gastos e com mais custo social, mais tempo para resolver o problema. Acho que o governo atuou de forma correta.

ABr: E em relação aos salários?

Bernardo: No caso dos aumentos salariais, foi diferente. Negociamos os acordos salariais no momento pré-crise. Fizemos acordos para cumprir durante um período de três anos, até porque não tínhamos como dar a valorização que considerávamos razoável para o servidor público sem dividir ao longo dos anos. Dividimos para 2008, 2009 e 2010. Isso foi outro problema. Poderíamos até avisar que não tinha dinheiro, que teríamos que suspender, transferir, mas a decisão do presidente foi cumprir o acordo. Evidentemente, se fosse hoje, não teríamos feito acordo naqueles patamares. Por outro lado, temos hoje servidores mais motivados, temos condições de cobrar mais. É verdade que já tem gente reivindicando, coisa que não temos como atender agora, mas acho que melhorou bem a situação dos servidores durante o governo Lula.


ABr: O governo vai conseguir cumprir o PAC até o final de 2010?

Bernardo: O PAC está andando muito mais rápido agora. Já acelerou bastante, e a tendência é acelerar mais ainda. É possível que algumas obras de maior envergadura fiquem para ser terminadas em 2011, ou 2012. Mas, no ano que vem, vamos ter um período em que não vai ter agenda suficiente para inaugurarmos obras do PAC.

ABr: O que o senhor achou das críticas feitas pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, sobre a proposta de Lei Orgânica da Administração Pública que está sendo preparada pelo Planejamento?

Bernardo: Não vi tudo que ele falou. Vi algumas coisas no jornal e conversei com o presidente. Ele disse que vai retomar essa discussão. Temos um projeto que reorganiza a administração pública. O projeto foi pedido pelo Ministério do Planejamento a sete juristas, que fizeram isso em um ano e meio, sem cobrar nada. Na nossa opinião, o projeto ficou muito bom. Estamos agora em uma fase de consulta pública para debate do projeto. Falaram que era um projeto para diminuir o poder do TCU, mas isso não tem nada a ver. O projeto tem apenas três ou quatro artigos que tratam do TCU, em um universo de 100 artigos.

ABr: Por que esse conflito com o TCU?

Bernardo: Acho que temos de definir a situação da seguinte forma: qual é o interesse público maior e de que forma a gente organiza a administração? Não podemos ficar sujeitos a fazer esse ou aquele movimento em função do interesse de alguma corporação, de algum sindicato, de alguém que ache pontualmente que seus interesse serão prejudicados. Isso seria um desastre, porque não podemos ser a 'república das corporações'. O presidente Lula vai saber tratar isso de forma correta e ver o que é bom para o país. Como é que podemos tratar isso para melhorar a organização da administração pública? Esse é o foco que temos e nós queremos discutir sob esse aspecto.

ABr: A grande crítica ao projeto, feita pelo ministro Hage e também pelo TCU, é que a proposta coloca como exceção os controles feitos de forma prévia ou concomitante. A proposta não abre, nesse artigo, espaço para desvio de recursos públicos?

Bernardo: Temos que separar as funções. Orgão de controle não é polícia, orgão de controle não é o governo eleito. O órgão de controle tem que controlar a boa qualidade do gasto. Não tem que dizer para o governo fazer isso ou aquilo. Temos um presidente que foi eleito com 52 milhões de votos e tem que ficar discutindo se vai fazer isso ou aquilo, desse ou daquele jeito. Acho que, aí, há uma inversão de valores odiosa. Tem muita gente que se alinha a essa visão do TCU. A oposição, por exemplo, acha que o TCU tem que controlar tudo. Pensa assim: 'vamos deixar o TCU tomar conta do país, porque aí o governo está ferrado'. Mas isso não serve aos interesses do país, não ajuda em nada. O Brasil é uma democracia, tem alternância de poder. Se a oposição melhorar muito, pode também passar a ser poder, pode ganhar a eleição. Mas acho que tem que melhorar muito porque o discurso [da oposição] está ruim, ou até está sem discurso, sem projeto. Não se pode defender um estado de coisas no qual o governo fique completamente engessado por um grupo, por um segmento. Ou então que se diga que não vamos mais fazer investimentos, que o país não precisa de investimentos, que os aeroportos, do jeito que estão, estão bons, que as estradas estão boas, que não precisa fazer ferrovia. Isso é um absurdo.

ABr: Mas afrouxar o controle não pode contribuir para o aumento da corrupção utilizando obras públicas?

Bernardo: Ninguém quer eliminar o controle, ninguém quer que não haja fiscalização. Acho deplorável pensar que o TCU tem que vir aqui antes de eu fazer qualquer coisa e dizer se aquilo pode ser feito ou não. E os ministros do TCU concordam com isso. Há uma discussão pública sobre a necessidade de prestigiar o TCU, e eu concordo com isso, mas vamos ser francos, o TCU é um órgão auxiliar do Congresso Nacional, está na Constituição. Não queremos, de forma nenhuma, impedir que o TCU funcione.

ABr: E sobre as críticas vindas da CGU?

Bernardo: A CGU é um órgão do governo. O ministro da CGU é um auxiliar do presidente Lula. Aí é que não pode mesmo dizer para o presidente o que pode ou o que não pode fazer. É uma coisa para ser resolvida internamente no governo. Não há como achar um ponto de equilíbrio para permitir que as coisas andem? O ponto de equilíbrio é o que estamos propondo. Esse projeto não foi feito pelo Ministério do Planejamento, não foi feito pelo governo. Foi feito por pessoas que têm estofo para fazer. São estudiosos que se dedicaram. A administração pública precisa de uma reorganização.

ABr: Não há como achar um ponto de equilíbrio para permitir que as coisas andem?

Bernardo: O ponto de equilíbrio é o que estamos propondo. Esse projeto não foi feito pelo Ministério do Planejamento, não foi feito pelo governo. Foi feito por pessoas que têm estofo para fazer. São estudiosos que se dedicaram. A administração pública precisa de uma reorganização.

ABr: Da forma como está a proposta, está garantido que tenhamos obras sem corrupção?

Bernardo: Acredito que sim. A proposta dá conta de garantir e é possível fazer obra sem corrupção. Não aceitamos também a ideia de que só tem bandido e ladrão na administração pública. Temos que discutir as coisas de forma transparente. A proposta vai para o Congresso e, chegando lá, vamos discutir abertamente. Por que estão com tanto medo assim? Qual é o problema?

ABr: Como está a proposta de cobrar eficiência dos servidores públicos?

Bernardo: Nós já temos várias coisas que estão sendo implementadas. Todos os acordos salariais incluem gratificação por desempenho com a devida avaliação, embora nós ainda consideremos que isso não é suficiente. Além disso, estamos testando, em alguns órgãos, uma forma de avaliação mais aprofundada, inclusive ligada à remuneração salarial, com bônus por desempenho. O órgão que atingir seus objetivos, suas metas, tem um pouco mais de folga no Orçamento do ano seguinte. Mas é importante destacar que a máquina pública sempre teve ilhas de excelência, como em qualquer lugar. Nós tivemos exemplos na diplomacia, na Receita, em vários órgãos, que sempre foram muito bem equipados com bons salários e funcionamento muito bom. No entanto, em outros lugares, como as agências do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], o salário era pequeno e a qualidade do serviço um pouco menor. No início do governo Lula, as pessoas iam às filas à noite para serem atendidas pela manhã ou tinham de comprar senhas nas mãos de pessoas que se especializavam nessa prática. Hoje, nas agências do INSS, se agenda o atendimento. Quando [o segurado] vai lá, no máximo em 30 minutos pode ser aposentado. Mais ainda. Eles começaram a mandar, agora, para o “aposentando”, 30 dias antes, em casa, um comunicado dizendo o dia da aposentadoria. É só agendar para receber o benefício. Então, esse gasto foi bem feito em termos de atendimento para o cidadão. Foram mudanças importantes porque era um vergonha, pois todo ano tinha uma greve na Previdência que nunca era de menos de um mês. O pessoal estava desestimulado, o salário era ruim, atendia sem aparelhamento. Hoje, as agências são todas informatizadas. Tanto que se você olhar, salvo uma exceção deste ano, faz quatro ou cinco anos que nós não temos greve do INSS. Este ano, teve uma greve que envolveu 2 mil servidores do total de 38 mil. O que mede o desempenho do INSS é a fila. Se tiver um monte de gente lá [na fila], você não pode dizer que está bom. Hoje, você é atendido como gente. Dez anos atrás não era assim. Chegava lá e passava raiva. O servidor também sofria porque o cidadão jogava o problema para ele, brigava e queria bater nele. Nós conseguimos mudar isso. Agora, dizer que isso pode ser aferido. Acho que não.

ABr: Mas a burocracia no serviço público não continua sendo um problema no atendimento do cidadão?

Bernardo: Nós temos um cultura burocrática. Se você olhar a legislação, está cada vez pior por mais que procuremos fazer coisas para melhorar. O tipo de exigência que é colocada na legislação torna o processo cada vez mais burocratizante. Muitas vezes, o servidor fica inseguro pois pensa: se eu assinar isso aqui vou ser responsabilizado pessoalmente. Veja o caso do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], em que o presidente do instituto e mais sete servidores estão sendo processados porque deram uma licença a um empreendimento. Quer dizer, eles cumpriram a função deles, pois é a mesma do órgão, que é dar uma licença. Ou seja, se tiver alguma dificuldade nisso é do Estado brasileiro. Agora, você processar o servidor, na verdade, é uma forma de garantir que não seja dada a licença. Acho até uma coisa ditatorial esse processo contra os servidores do Ibama, um abuso de autoridade, uma visão policialesca do Ministério Público, processar um servidor que cumpriu sua missão.

ABr: No início do governo Lula, o objetivo era fazer uma trabalho conjunto com a iniciativa privada por meio das parcerias público-privadas, as PPPs. O governo desistiu disso?

Bernardo: Eu acho que não funcionou. Alguns governos estaduais aproveitaram a lei e fizeram pequenas experiências. Nós estamos, agora, lançando um edital para fazer uma PPP com irrigação.


ABr: O que deu errado?

Bernardo: Acho que isso é uma coisa para ser consolidada. Primeiro, no Brasil, o que se falava antes era que o empresariado não tinha confiança de fazer uma parceria e depois ter retorno, ser remunerado. Então, havia um problema de confiança, como insegurança jurídica. O Brasil já quebrou regras, já mudou contrato, mudamos a moeda sete ou oito vezes. Não sei se vou ser duro, mas além dessa desconfiança, agora existe uma certa ganância do setor empresarial. Fizemos uma PPP para a Ferrovia Norte-Sul e chegamos à conclusão de que era mais fácil fazer uma concessão. Fizemos com a BR-116, com a BR-324 e, nesse caso, eu conversei pessoalmente com um empresário. Ele me disse: 'não pode ser assim, dessa forma. Do jeito que está, ninguém vai querer entrar. Nós não vamos ganhar o suficiente'. Eles [os empresários] queriam taxas altíssimas. Largamos esse negócio e passamos à concessão. Ele foram lá, disputaram e fizeram sem receber nada. Estavam vindo aqui de barriga cheia nos enrolar. Eles não estavam sendo francos conosco. Mas acho que a PPP tem condições de ser feita. A tendência é isso acabar dando certo. E, depois, tem o seguinte: a tendência é nós acabarmos viabilizando à medida que as coisas vão andando. Quando fizemos é porque, no início, nós não tínhamos condições de fazer determinados investimentos. Hoje, nós temos opções. Se não der, fazemos por concessão. Se não, fazemos com dinheiro do Orçamento. O Brasil conquistou, hoje, um condição diferente para fazer investimentos.

ABr: Com isso, o senhor indica, então, que o governo conseguiu criar esse clima de confiança que permitiria o país desenvolver, no futuro, esse tipo de parceria?

Bernardo: Não sei se é uma boa medida. Estamos fazendo investimentos e de forma crescente. Acabou aquele negócio do empresário ficar com conta atrasada e, depois, o cara ficar arranjando um cara com influência para receber. Se você olhar atualmente, no PAC, o tempo máximo entre a expedição de uma fatura e o pagamento é 15 dias, com um tempo médio de sete dias. Então, se os empresários não tiverem confiança nisso, vão ter com o quê? Eles querem fazer o serviço e receber. Isso está correto.


ABr: Ministro, 2010 está chegando. O governo prevê a volta de arrecadações melhores com o crescimento da economia? Os programas para o cidadão de baixa renda vão ser ampliados?

Bernardo: Nós não mudamos nada. Vai continuar do jeito que está. Nós não cortamos nada. Todos os nossos programas sociais foram mantidos. A partir do Bolsa Família, os programas de aquisição de alimentos, de investimento na educação, todos foram mantidos. Nós não mudamos nada, não teve corte de nada. Também não vamos lançar programas novos. Porque o último ano [de mandato] não é hora de fazer isso. Os programas, como o Bolsa Família, passaram por uma grande reavaliação, neste ano, inclusive com reajuste. Está tudo garantido e não tem nenhuma dificuldade quanto a isso. Agora, lançar programas é assunto para o próximo governo. Não tem sentido nós chegarmos ao último ano de governo e ficarmos lançando programas. Nós temos várias ideias boas que poderão ser usadas pelo próximo governo, que será eleito em 2010, e que poderão ser usadas pelo governo que entrar. Uma coisa é a ampliação do PAC-2, que está sendo preparada pelo presidente Lula. Outra coisa é a meta de desenvolvimento para a educação, com investimentos previstos em 2011, o trem de alta velocidade e os investimentos para preparar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Não dá para esperar, né?

ABr: E a questão do câmbio. O senhor está vendo algum tipo de risco?

Bernardo: Não estou vendo risco nenhum. Tem um problema que os exportadores reclamam pelo fato do real estar muito valorizado em relação ao dólar. Mas essa semana tivemos um reunião com o pessoal do Banco Mundial e os economistas da instituição avaliaram que o câmbio vai reequilibrar no ano que vem. E que o real vai se depreciar em relação ao dólar. Não sei em que medida. Agora, não temos risco cambial porque temos mais de US$ 230 bilhões em reservas. Para o Brasil enfrentar alguma turbulência, nós temos condições de recorrer às nossas reservas. E é bom lembrar que nós atravessamos toda essa crise com US$ 205 bilhões. Acho que o Brasil tem uma coisa interessante: um mercado interno pujante e uma classe média que ascendeu porque antes não tinha poder aquisitivo e, hoje, está comprando celular, geladeira, carro. Essa classe quer a casa própria, pois essas pessoas praticamente não tinham acesso aos programas habitacionais. Pessoas com salários de até R$ 1.200 e que não conseguiam arrumar moradia com prestações compatíveis e isso já pode ser feito por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida.

ABr: Uma maior oferta de crédito não pode provocar inflação?

Bernardo: Eu não acredito nisso de forma nenhuma.

ABr: Então, é exagero essa preocupação do Banco Central com inflação em consequência do crescimento interno, do consumo, quando mantém a taxa básica em 8,75%?


Bernardo: Eu não sei porque as pessoas se surpreendem. O BC inteirinho é conservador. A função dele é essa: bater de chicote na inflação para que ela não cresça. Agora, com toda a sinceridade, não temos como ver grandes problemas de pressão inflacionária aqui. Pelo menos, em 2010 e num pedação de 2011. Este ano vai ser menos que a meta: 4,2%, 4,3%. No ano que vem, o próprio mercado está falando em 4,3%, 4,4%. Acho que também não pode ficar com esse fantasma. Mas tem que vigiar. A inflação é um problema, como uma pessoa que foi alcóolatra e não pode beber. O Brasil tem um problema com a inflação. Tem que segurar mesmo. Não pode brincar com isso. Se brincar, ela vem e come a nossa perna. Estamos bem controlados nesse aspecto.

ABr: Mas os juros não estão altos ainda?

Bernardo: A taxa de juros de 8,75% é a menor que já teve. Se descontar a inflação, significa uma taxa real de 4,5% ao ano. É bom lembrar que nós temos financiamentos de algumas linhas de investimento de 4,5% fixo. Estamos no melhor patamar histórico. Acho que se nós mantivermos a inflação controlada e as nossas contas equilibradas e continuarmos crescendo, a dívida vai cair mais ainda, em proporção ao Produto Interno Bruto [PIB]. Com todas essas reservas, a tendência é que nós, no próximo governo, vamos ter condição de trabalhar para ter juros reais de 2,5%, 3% [descontada a inflação]. Para baixar mais, tem problema porque vocês sabem que poupança garante juros de 6% ao ano. A redução tem suas limitações. O presidente Lula, quando sair do governo, vai deixar juros reais de 2,5%, 3%. Isso nunca aconteceu.

ABr: Como ficam as receitas, com o crescimento da economia, a partir de agora?


Bernardo: A nossa receita vai crescer 11% em 2010, mas isso não é uma fartura. Por exemplo, para estados e municípios melhora. Mas, para o governo federal, é um momento de equilíbrio porque voltamos a fazer mais superavit primário. Todo mundo sabe que, neste ano, abrimos mão de parte do superavit [por causa da crise] para folgar para o crescimento econômico.

ABr: O que o senhor diria sobre a proposta aprovada ontem (16), no Senado, que limita as despesas com pessoal?

Bernardo: O que foi aprovado no Senado diz que a despesa com pessoal nos três poderes nos próximos dez anos, só pode subir 2,5% acima da inflação, a cada ano. Essa é uma medida, na minha opinião, muito positiva porque estabelece não um teto de salário ou teto de reajuste, mas, sim, um teto para o crescimento de despesa. Significa que se você contratar mais gente vai poder dar menos reajuste. Tanto o governo como o Judiciário e o Legislativo vão ter que fazer um planejamento maior. Isso estabelece um previsibilidade na questão do gastos, um ponto em que nós somos mais criticados. A medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara [Câmara dos Deputados]. É evidente que se você pagar a nata dos servidores e aumentar seu salário desmedidamente vai sobrar pouco para os servidores de menor salário. Na verdade, vai ter que ter uma briga, até do sindicato, que vai querer equilibrar essa disputa.

Bolsa Família: municípios podem perder recursos

Por não terem apresentado nem 21% dos dados da frequência escolar dos alunos atendidos pelo programa Bolsa Família, 24 municípios do Pará correm risco de perder o repasse da verba do governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), destinada para a gestão do Bolsa Família. Estes recursos são usados em ações como compra de equipamentos e aluguel de imóveis. Nove cidades não repassaram nenhuma informação. O prazo para a entrega desses dados acaba hoje.
As informações são referentes aos meses de outubro e novembro. Até 14 de dezembro, as secretarias de educação tinham registrado a presença às aulas de 51% dos 15,6 milhões de crianças e adolescentes de seis aos 15 anos, e de 40% dos cerca de dois milhões de estudantes de 16 e 17 anos.

SAÚDE E EDUCAÇÃO

O acompanhamento dos beneficiados nas áreas de saúde e educação é uma das exigências do Bolsa Família. Para receber o benefício, as crianças devem ter pelo menos 85% de frequência escolar, enquanto os adolescentes devem ter no mínimo 75% de frequência.
Rodrigo Benaduce, coordenador estadual do Bolsa Família, diz que a penalidade no caso do não cumprimento dessa condicionalidade é a perda do Índice de Gestão Descentralizada (IGD), utilizado para calcular o repasse do Bolsa Família por seis meses. Além disso, as famílias que não apresentarem justificativas para ausência dos alunos da escola podem ter o benefício bloqueado e, em seguida, cancelado.
Em Belém, de acordo com Maria das Neves, coordenadora do programa na capital, existem 93.943 crianças e 16.058 adolescentes beneficiados pelo Bolsa Família. Até a manhã de ontem, aproximadamente 10 escolas ainda não haviam enviado os dados para o Ministério. Segundo Neves, o último levantamento mostrou que apenas 126 alunos atendidos pelo programa estavam com a frequência escolar abaixo da permitida.
No caso de Ananindeua, Hélio Nogueira, coordenador do programa na área de educação, afirma que a média de frequência dos alunos está em torno de 85%, ou seja, acima do exigido pelo MDS. Ele diz que no município existem 44 mil alunos aptos a receber o benefício. Desse total, a média de ausência escolar é 3,5%. (Diário do Pará)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Prefeita do município de Aveiro perde o mandato

O juiz Rômulo Nogueira Brito, titular da 34ª Zona Eleitoral de Itaituba, aceitou ontem o pedido de cassação do registro da candidatura à reeleição de Maria Gorete Dantas Xavier, prefeita do município de Aveiro, no Oeste do Estado. Maria Gorete foi alvo de uma ação judicial que a denunciava pelo uso indevido da máquina administrativa por ocasião de sua campanha à Prefeitura daquele município, em 2008. A prefeita é acusada de compra de votos através da distribuição de combustível, uso de bens públicos em favor da sua candidatura e abuso de poder econômico.
Segundo pessoas ligadas a Maria Gorete, ela já aguardava uma decisão desfavorável, pois chegou a comentar que, sendo condenada, recorreria da decisão judicial. “Nunca admiti essa irregularidade, até porque estou consciente de que fiz uma campanha limpa e transparente. Isso nada mais é do que desespero de quem não se conforma com a derrota”, analisou a agora prefeita cassada.
Gorete ainda não foi comunicada oficialmente da decisão da Justiça Eleitoral, mas, por ter afirmado que vai recorrer, provavelmente já está tomando providências para derrubar a decisão do juiz Rômulo Brito e consequentemente retornar ao cargo.
A situação da prefeita de Aveiro é semelhante a de Duciomar Costa, prefeito de Belém, que foi afastado do cargo, mas conseguiu retornar à Prefeitura da capital por conta de uma medida liminar. Mas se não conseguir reverter a situação, Gorete Xavier não sairá totalmente derrotada, pois quem deve assumir a Prefeitura de Aveiro é ninguém menos que seu esposo, Manuel Pereira de Oliveira, o Sales, atual presidente da Câmara de Vereadores. O herdeiro natural do cargo seria o segundo colocado nas eleições de 2008, Lúcio Nascimento, porém, ele foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral, por possuir dupla filiação.

(Diário do Pará)